O que é um MDM, na prática
MDM (Mobile Device Management) é o sistema que permite gerenciar aparelhos à distância: aplicar configurações, enviar comandos e acompanhar o estado de cada um.
Criar o seu próprio significa ter essa plataforma com a sua marca, as suas regras e os seus dados, em vez de alugar o painel de outra empresa.
As partes de um MDM próprio
Um MDM não é um app só. É um conjunto de peças que precisam funcionar juntas:
- Servidor MDM: fala com os aparelhos pelo protocolo da Apple
- Canal de push: APNs no iPhone e FCM no Android, para acordar o aparelho
- App Device Owner: no Android, é ele que aplica as políticas
- Painéis: administração da plataforma, revendedores e lojas
- Regras de negócio: por exemplo, cobrança, bloqueio e liberação
O caminho no iPhone
Na Apple, o trabalho gira em torno de certificados e inscrição dos aparelhos.
- Certificado de pushCada MDM precisa de um certificado de push da Apple, e o pedido desse certificado deve ser assinado por um fornecedor de MDM.
- ServidorUma base como o NanoMDM cuida do protocolo. Ao redor dela entram SCEP, para a identidade dos aparelhos, e HTTPS.
- InscriçãoOs aparelhos entram pelo Apple Business Manager, quando elegíveis, ou por supervisão com o Apple Configurator.
- Comandos e declaraçõesA plataforma envia comandos MDM e, onde fizer sentido, declarações DDM.
O caminho no Android
No Android, a peça central é um app instalado como dono do aparelho (Device Owner). Normalmente a instalação parte de um aparelho zerado, com leitura de um QR Code na configuração inicial.
A partir daí, esse app aplica as políticas e recebe os comandos do servidor.
Antes de começar
Três pontos evitam retrabalho:
- Regras da Apple e do Google: confirme o que é permitido no seu modelo de negócio
- Contas da sua empresa: as exigências de cadastro devem ser conferidas no início do projeto
- Contratos e legislação: se houver bloqueio de aparelhos, o cliente final precisa estar ciente e o contrato deve ser claro